Tome Nota

Tupi-guarani

Segundo o Prof. Antonio Sacconi, o tupi e o guarani são línguas distintas. Na verdade, o que existe é o grupo, a família tupi-guarani, não a língua. O tupi, usado pelos jesuítas na catequese, era falado do Maranhão a São Vicente (São Paulo), e é o idioma que mais contribuiu para o léxico português do Brasil. O guarani, um dialeto do tupi, era a língua falada pelos nativos de São Vicente (SP) ao Paraguai, onde até hoje é a língua oficial, ao lado do espanhol.

Mogi ou Moji

No Brasil, ainda é corrente a grafia arcaica “Mogi”, apesar de a Academia Brasileira de Letras ter recomendado, desde 1943, o uso da forma “Moji” (que significa “rio”), por se tratar de palavra indígena. Quando aliada aos sufixos “-açu” e “-guaçu” (que significam “gande”) e “-mirim” (“pequeno”), deve-se dar preferência às formas Mojiaçu, Mojiguaçu e Mojimirim. Observe que escrevemos (com hífen) “amoré-guaçu”, “campim-guaçu”, “campim-açu”, “cajá-mirim”, porque os primeiros elementos da composição terminam em vogal tônica oral ou nasal. Logicamente, escrevemos “cupuaçu”, por não se enquadrar na regra.

Grafias corretas de alguns topônimos

Alasca, Bajé, Cingapura, Criciúma, Curaçau, Curitiba, Goitacases, Guaianases, Igaraçu, Iguaçu, Jericoaquara, Juá, Lajes, Majé, Manchúria, Méier, Moçoró, Moji, Mojiguaçu, Mojimirim, Oiapoque, Paiçandu, Paraguaçu, Piraçununga, Resende, Riritiba, São Manuel, Susano, Tabuão da Serra, Xingu, Xiquexique.