
Parlendas são versos, anônimos, simples, divertidos, de fácil memorização, e que se reportam aos fatos cotidianos. Fazem parte da cultura oral popular e contribuem, de forma lúdica, para o desenvolvimento da comunicação, da socialização e do raciocínio lógico. Existem vários tipos de parlendas: de números, de letras, de tirar, de adivinhação, de arreliar, de terminar, de pular corda.
A casinha da vovó
cercadinha de cipó.
O café está demorando
com certeza não tem pó.
A galinha do vizinho
bota ovo amarelinho.
Bota um, bota dois, bota três,
bota quatro, bota cinco, bota seis,
bota sete, bota oito, bota nove,
bota dez!
A sempre-viva quando nasce
toma conta do jardim.
Eu também quero arranjar
quem tome conta de mim.
A vovó de Mariazinha
fez xixi na panelinha
e falou para todo mundo
que era caldo de galinha.
Bão, balalão,
Senhor Capitão!
Espada na cinta,
ginete na mão.
Em terra de mouro,
morreu seu irmão,
cozido e assado
no seu caldeirão.
Batatinha quando nasce,
Se esparrama pelo chão.
Menininha quando dorme,
Põe a mão no coração.
Boca de forno. Forno!
Tira o bolo. Bolo!
Se um mestre mandar?
Faremos todos!
E se não for? Bolo!
Cadê o toucinho que estava aqui? O gato comeu.
Cadê o gato? Foi pro mato.
Cadê o mato? O fogo queimou.
Cadê o fogo? A água apagou.
Cadê a água? O boi bebeu.
Cadê o boi? Foi carregar trigo.
Cadê o trigo? A galinha espalhou.
Cadê a galinha? Foi botar ovo.
Cadê o ovo? O frade comeu.
Cadê o frade? Tá no convento.
Chuva choveu,
goteira pingou.
Pergunte ao papudo
se o papo molhou.
Corre cutia, na casa da tia.
Corre cipó, na casa da avó.
Lencinho na mão, caiu no chão.
Moça bonita, do meu coração.
Um, dois, três!
Dedo mindinho,
Seu vizinho,
Pai de todos,
Fura bolo,
Mata piolho.
Enganei um bobo
Na casca do ovo!
Entrou pela perna do pato,
saiu pela perna do pinto.
O rei mandou dizer
que quem quiser
que conte cinco:
Um, dois, três, quatro, cinco.
Era uma bruxa,
à meia-noite,
em um castelo mal-assombrado,
com uma faca na mão
passando manteiga no pão.
Eu sou pequena
Da perna grossa.
Vestido curto,
Papai não gosta.
Eu sou pequenininha,
do tamanho de um botão.
Carrego papai no bolso
e mamãe no coração.
Fui à feira comprar uva,
encontrei uma coruja.
Eu pisei na cauda dela,
me chamou de cara suja.
Fui passar na pinguelinha,
chinelinho caiu do pé.
Os peixinhos reclamaram:
Que cheirinho de chulé!
Galinha choca,
comeu minhoca,
saiu pulando,
que nem pipoca.
Gato escondido,
Com rabo de fora,
Está mais escondido
Que rabo escondido
Com gato de fora.
Hoje é domingo, pede cachimbo.
Cachimbo é de barro, dá no jarro.
O jarro é fino, dá no sino.
O sino é de ouro, dá no touro.
O touro é valente, dá na gente.
A gente é fraco, cai no buraco.
O buraco é fundo, acabou-se o mundo!
João corta o pão,
Maria mexe o angu,
Teresa põe a mesa,
para a festa do Tatu.
Lá na rua vinte e quatro,
a mulher matou um sapo
com a sola do sapato.
O sapato estremeceu,
a mulher morreu,
o culpado não fui eu.
Meio-dia,
macaco assobia.
Panela no fogo
barriga vazia.
Meio-dia,
macaca Sofia
fazendo careta
pra Dona Maria.
O macaco foi à feira,
não sabia o que comprar.
Comprou uma cadeira
para comadre se sentar.
A comadre se sentou,
a cadeira esborrachou.
Coitada da comadre,
foi parar no corredor.
O Papagaio come milho,
periquito leva a fama.
Cantam uns e choram outros
triste sina de quem ama.
Palma, palminha,
palminha de Guiné,
para quando papai vié.
Mamãe dá a papinha,
vovó bate cipó,
na bundinha do nenê.
Papagaio louro
do bico dourado
mande essa cartinha
para o meu namorado.
Se estiver dormindo,
bata na porta.
Se estiver acordado,
deixa recado.
Pedrinha rolou,
Pisquei pro mocinho,
Mocinho gostou.
Contei pra mamãe,
Mamãe nem ligou.
Contei pro papai,
Chinelo cantou.
Peru, peru, glu, glu,
Quem te deu este bico?
Foi a fada da da floresta.
Vou bicar a tua testa.
Por detrás daquele morro,
passa boi, passa boiada.
Também passa moreninha,
de cabelo cacheado.
Quem cochicha o rabo espicha,
Come pão com lagartixa.
Quem cochicha, o rabo espicha.
Quem escuta, o rabo encurta.
Quem reclama, o rabo inflama.
Quem comenta, o rabo aumenta.
Quem implica, o rabo estica.
Quem vai ao ar,
perde o lugar.
Quem vai ao vento,
perde o assento.
Quem vai à ribeira,
perde a cadeira.
Rei, capitão,
soldado, ladrão.
Moça bonita
do meu coração.
Salada, saladinha,
bem temperadinha,
com sal, pimenta.
Fogo, foguinho, fogão!
Santa Luzia
Passou por aqui
Com seu cavalinho
Comendo capim.
Santa Luzia
Que tinha três filhas:
Uma que fiava,
Uma que tecia,
Uma que tirava
O cisco que havia.
Serra, serra, serrador.
Quantas tábuas já serrou?
Um, dois, três, quatro.
Sol e chuva,
Casamento de viúva.
Chuva e Sol,
Casamento de espanhol.
Subi na roseira,
quebrou um galho.
Segura (nome da criança)
senão eu caio.
Suco gelado
cabelo arrepiado.
Qual é a letra
do seu namorado?
Tá com frio?
Toma banho no rio.
Tá com calor?
Toma banho de regador.
Tique-taque
carambola
esse dentro,
esse fora.
Tropeiro fala de burro,
vaqueiro fala de boi,
jovem fala de namorada,
velho fala que foi.
Um, dois, feijão com arroz.
Três, quatro, feijão no prato.
Cinco, seis, falar inglês.
Sete, oito, comer biscoitos.
Nove, dez, comer pastéis.
Uma pulga na balança
deu um pulo e foi à França.
Os cavalos a correr,
os meninos a brincar,
vamos ver quem vai pegar.
Uni, duni, tê,
Salamê, minguê,
Um sorvete colorê,
O escolhido foi você!