
- Cantigas de Roda
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Cantigas de Roda
As cantigas de roda, também conhecidas como cirandas, fazem parte do folclore brasileiro. São canções populares que se adaptam e se redefinem ao longo do tempo. Estão relacionadas com as brincadeiras de roda e representam manifestações socioculturais. Os textos, anônimos, simples, se reptem ritmadamente, contribuindo para a aprendizagem infantil: favorecem a compreensão e fixação dos conteúdos, o desenvolvimento das habilidades comunicativas, o vivenciamento das noções motoras e espaciais, o equilíbrio das emoções, a criação de laços afetivos, a socialização e a interação.
A barata Diz que Tem
A barata diz que tem sete saias de filó.
É mentira da barata, ela tem é uma só.
Ah, ra, ra, iá, ró, ró, ela tem é uma só!
A barata diz que tem um sapato de veludo.
É mentira da barata, o pé dela é peludo.
Ah, ra, ra, iu, ru, ru, o pé dela é peludo!
A barata diz que tem uma cama de marfim.
É mentira da barata, ela tem é de capim.
Ah, ra, ra, rim, rim, rim, ela tem é de capim!
A barata diz que tem um anel de formatura.
É mentira da barata, ela tem é casca dura.
Ah, ra, ra, iu, ru, ru, ela tem é casca dura!
A barata diz que vai viajar de avião.
É mentira da barata ela vai de caminhão.
Ah, ra, ra, iu, ru, ru, ela vai de caminhão!
A Canoa Virou
A canoa virou
Por deixá-la virar,
Foi por causa da Maria
Que não soube remar.
Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar,
Tirava a Maria
Do fundo do mar.
A canoa virou
Por deixá-la virar,
Porque, se eu mergulho,
Eu vou me molhar.
Se eu fosse um peixinho…
Mas como eu não sou.
Não posso nadar
E a canoa virou.
A Galinha do Vizinho
A galinha do vizinho
Bota ovo amarelinho.
Bota um, bota dois, bota três,
Bota quatro, bota cinco, bota seis,
Bota sete, bota oito, bota nove,
Bota dez!
A Rosa Amarela
Olha a rosa amarela, Rosa!
Tão formosa, tão bela, Rosa!
Olha a rosa amarela, Rosa!
Tão formosa, tão bela, Rosa!
Iá-iá meu lenço, ô Iá-iá!
Para me enxugar, ô Iá-iá!
Esta despedida, ô Iá-iá!
Já me fez chorar, ô Iá-iá!
Já me fez chorar, ô Iá-iá!
Ai, Eu Entrei na Roda!
Ai, eu entrei na roda!
Ai, eu não sei como se dança!
Ai, eu entrei na “rodadança”!
Ai, eu não sei dançar!
Sete e sete são quatorze, com mais sete, vinte e um.
Tenho sete namorados só posso casar com um.
Namorei um garotinho do colégio militar.
O diabo do garoto, só queria me beijar.
Todo mundo se admira da macaca fazer renda.
Eu já vi uma perua ser caixeira de uma venda.
Lá vai uma, lá vão duas, lá vão três pela terceira!
Lá se vai o meu benzinho, no vapor da cachoeira!
Essa noite tive um sonho que chupava picolé.
Acordei de madrugada, chupando dedo do pé.
Alecrim
Alecrim, alecrim dourado,
Que nasceu no campo
Sem ser semeado.
Alecrim, alecrim dourado,
Que nasceu no campo
Sem ser semeado.
Foi meu amor
Que me disse assim,
Que a flor do campo é o alecrim.
Foi meu amor
Que me disse assim,
Que a flor do campo é o alecrim.
Atirei o Pau no Gato
Atirei o pau no gato, tô!
Mas o gato, tô!
Não morreu, reu, reu!
Dona Chica, cá cá!
Admirou-se, se se!
Do berrô, do berrô, que o gato deu.
Miau!
Borboletinha
Borboletinha tá na cozinha
Fazendo chocolate
Para a madrinha.
Poti, poti!
Perna de pau,
Olho de vidro
E nariz de pica-pau, pau, pau!
Cai, Cai, Balão!
Cai, cai, balão! Cai, cai, balão!
Na rua do sabão.
Não cai, não! Não cai, não! Não cai, não!
Cai aqui na minha mão.
Cai, cai, balão! Cai, cai, balão!
Aqui na minha mão.
Não vou lá, não vou lá, não vou lá.
Tenho medo de apanhar!
Capelinha de Melão
Capelinha de melão
É de São João.
É de cravo, é de rosa,
É de manjericão.
São João está dormindo.
Não acorda, não!
Acordai, acordai,
Acordai, João!
Caranguejo
Caranguejo não é peixe,
Caranguejo peixe é.
Caranguejo não é peixe,
Na vazante da maré.
Palma! Palma! Palma!
Pé, pé, pé.
Caranguejo só é peixe, na vazante da maré!
Ciranda, Cirandinha
Ciranda, cirandinha,
Vamos todos cirandar.
Vamos dar a meia volta,
Volta e meia vamos dar.
O anel que tu me destes
Era vidro e se quebrou.
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou.
Por isso, dona (nome da criança),
Faz favor de entrar na roda!
Diga um verso bem bonito!
Diga adeus e vá embora!
Escravos de Jó
Escravos de Jó
Jogavam caxangá.
Tira, bota, deixa ficar.
Guerreiros com guerreiros fazem zigue-zigue-zá.
Guerreiros com guerreiros fazem zigue-zigue-zá.
Fui no Tororó
Fui no Tororó beber água. Não achei.
Achei linda morena,
Que no Tororó deixei.
Aproveita minha gente
Que uma noite não é nada.
Se não dormir agora,
Dormirá de madrugada.
Oh, Dona Maria!
Oh, Mariazinha, entra nesta roda!
Ou ficarás sozinha!
Sozinha eu não fico,
Nem hei de ficar.
Por que eu tenho o Pedro
Para ser o meu par.
Indiozinhos
Um, dois, três indiozinhos.
Quatro, cinco, seis indiozinhos.
Sete, oito, nove indiozinhos.
Dez, num pequeno bote,
Iam navegando pelo rio abaixo,
Quando um jacaré se aproximou
E o pequeno bote dos indiozinhos
Quase, quase virou.
Marcha, Soldado!
Marcha, soldado,
Cabeça de papel!
Se não marchar direito,
Vai preso pro quartel.
O quartel pegou fogo,
A polícia deu sinal.
Acorda, acorda, acorda,
A bandeira nacional!
Marinheiro Só
Oi, marinheiro, marinheiro!
Marinheiro só,
Quem te ensinou a navegar,
Marinheiro só,
Foi o balanço do navio,
Marinheiro só.
Foi o balanço do mar.
Marinheiro só.
Meu Boi Morreu
O meu boi morreu!
O que será de mim?
Mande buscar outro, oh morena,
Lá no Piauí!
O meu boi morreu!
O que será da vaca?
Pinga com limão, oh morena,
Cura urucubaca!
Meu Galinho
Há três noites que eu não durmo, o-lá-lá!
Pois perdi o meu galinho o-lá-lá!
Coitadinho, o-lá-lá!
Pobrezinho, o-lá-lá!
Eu perdi lá no jardim.
Ele é branco e amarelo, o-lá-lá!
Tem a crista vermelhinha, o-lá-lá!
Bate as asas, o-lá-lá!
Abre o bico, o-lá-lá!
Ele faz qui-ri-qui-qui!
Já rodei em Mato Grosso, o-lá-lá!
Amazonas e Pará, o-lá-lá!
Encontrei, o-lá-lá!
Meu galinho, o-lá-lá!
No sertão do Ceará.
Meu Limão, Meu Limoeiro
Meu limão, meu limoeiro!
Meu pé de jacarandá.
Uma vez, tindolelê!
Outra vez, tindolalá!
Mineira de Minas
Sou mineira de Minas,
Mineira de Minas Gerais.
Rebola, bola! Você diz que dá, que dá!
Você diz que dá na bola, na bola você não dá!
Sou carioca da gema,
Carioca da gema do ovo.
Rebola, bola! Você diz que dá, que dá!
Você diz que dá na bola, na bola você não dá!
Na Bahia Tem
Na Bahia tem, tem, tem, tem…
Coco de vintém, ô Ia-iá,
Na Bahia tem!
Na beira da praia,
Na beira da praia,
Eu vou, eu quero ver.
Na beira da praia,
Só me caso com você.
Na beira da praia,
Você diz que não, que não!
Você mesmo há de ser.
Água, tanto deu na pedra,
Que até fez amolecer,
Na beira da praia.
Na Loja do Mestre André
Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei um pianinho.
Plim, plim, plim, um pianinho!
Ai olé, ai olé!
Foi na loja do Mestre André!
Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei um violão.
Dão, dão, dão, um violão!
Plim, plim, plim, um pianinho!
Ai olé, ai olé!
Foi na loja do Mestre André!
Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei uma flautinha.
Flá, flá, flá, uma flautinha!
Dão, dão, dão, um violão!
Plim, plim, plim, um pianinho!
Ai olé, ai olé!
Foi na loja do Mestre André!
Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei um tamborzinho.
Dum, dum, dum, um tamborzinho!
Flá, flá, flá, uma flautinha!
Dão, dão, dão, um violão!
Plim, plim, plim, um pianinho!
Ai olé, ai olé!
Foi na loja do Mestre André!
O Cravo e a Rosa
O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada.
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada.
O cravo ficou doente
E a rosa foi visitar.
O cravo teve um desmaio
E a rosa pôs-se a chorar.
A rosa fez serenata.
O cravo foi espiar.
E as flores fizeram festa
Porque eles vão se casar.
O Sapo Não Lava o Pé
O sapo não lava o pé.
Não lava porque não quer.
Ele mora lá na lagoa,
E não lava o pé
Porque não quer.
Mas que chulé!
Peixe Vivo
Como pode o peixo vivo
Viver fora da água fria?
Como pode o peixe vivo
Viver fora da água fria?
Como poderei viver?
Como poderei viver
Sem a tua, sem a tua,
Sem a tua companhia?
Sem a tua, sem a tua,
Sem a tua companhia?
Os pastores desta aldeia
Já me fazem zombaria.
Os pastores desta aldeia
Já me fazem zombaria.
Por me verem assim chorando,
Por me verem assim chorando,
Sem a tua, sem a tua,
Sem a tua companhia.
Sem a tua, sem a tua,
Sem a tua companhia.
Pezinho
Ai bota aqui,
Ai bota aqui o seu pezinho!
Seu pezinho bem juntinho com o meu!
E depois não vá dizer
Que você se arrependeu!
Pirulito que Bate, Bate
Pirulito que bate, bate!
Pirulito que já bateu.
Quem gosta de mim é ela,
Quem gosta dela sou eu.
Pirulito que bate, bate!
Pirulito que já bateu.
A menina que eu gostava
Não gostava como eu.
Pombinha Branca
Pombinha branca, o que está fazendo?
Lavando roupa pro casamento.
Vou me lavar, vou me secar.
Vou pra janela pra namorar.
Passou um moço de terno branco,
Chapéu de lado. Meu namorado.
Mandei entrar, mandei sentar.
Cuspiu no chão, limpa aí seu porcalhão!
Que é de Valentim?
Que é de Valentim? Valentim Trás-trás.
Que é de Valentim? É um bom rapaz.
Que é de Valentim? Valentim sou eu!
Deixa a moreninha, que esse par é meu!
Quem Me Ensinou a Nadar
Quem me ensinou a nadar,
Quem me ensinou a nadar,
Foi, foi, marinheiro.
Foram os peixinhos do mar.
Foi, foi, marinheiro.
Foram os peixinhos do mar.
Roda Pião
O pião entrou na roda, ó pião!
Roda pião, bambeia pião!
Sapateia no terreiro, ó pião!
Mostra a tua figura, ó pião!
Faça uma cortesia, ó pião!
Atira a tua fieira, ó pião!
Entrega o chapéu ao outro, ó pião!
Samba, Lelê!
Samba, Lelê tá doente.
Tá com a cabeça quebrada.
Samba, Lelê precisava
Era de umas boas palmadas!
Samba, samba, samba, ô Lelê!
Samba, samba, samba, ô Lalá!
Samba, samba, samba, ô Lelê!
Pisa na barra da saia, ô Lalá!
Samba, Lelê tá doente.
Tá com a cabeça quebrada.
Samba, Lelê precisava
É de umas boas palmadas!
Samba, samba, samba, ô Lelê!
Samba, samba, samba, ô Lalá!
Samba, samba, samba, ô Lelê!
Pisa na barra da saia, ô Lalá!
Sapo-Cururu
Sapo-Cururu
Na beira do rio.
Quando o sapo canta,
Ó maninha,
É que está com frio.
A mulher do sapo
Deve estar lá dentro
Fazendo rendinha,
Ó maninha,
Para o casamento.
Se Essa Rua Fosse Minha
Se essa rua…
Se essa rua fosse minha,
Eu mandava…
Eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas,
Com pedrinhas de brilhante
Para o meu…
Para o meu amor passar.
Nessa rua…
Nessa rua tem um bosque
Que se chama…
Que se chama solidão.
Dentro dele…
Dentro dele mora um anjo
Que roubou…
Que roubou meu coração.
Se eu roubei…
Se eu roubei teu coração,
Tu roubaste…
Tu roubaste o meu também.
Se eu roubei…
Se eu roubei teu coração,
Foi porque…
Foi porque te quero bem.
Teresinha de Jesus
Terezinha de Jesus deu uma queda,
Foi ao chão.
Acudiram três cavalheiros.
Todos de chapéu na mão.
O primeiro foi seu pai;
O segundo, seu irmão;
O terceiro foi aquele
Que a Tereza deu a mão.
Terezinha levantou-se,
Levantou-se lá do chão.
E, sorrindo, disse ao noivo:
Eu te dou meu coração!
Da laranja, quero um gomo;
Do limão, quero um pedaço;
Da morena mais bonita,
Quero um beijo e um abraço!
Tutu Marambá
Tutu Marambá, não venhas mais cá,
Que o pai do menino te manda matar!
Durma neném, que a Cuca logo vem.
Papai está na roça e mamãezinha, em Belém.
Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar!
Vai Abóbora!
Vai abóbora! Vai melão de melão! Vai melancia!
Vai jambo, sinhá! Vai jambo, sinhá! Vai doce, vai cocadinha!
Quem quiser aprender a dançar, vai na casa do Juquinha.
Ele pula, ele dança, ele faz requebradinha.
Vamos, Maninha
Vamos, Maninha, vamos,
Lá na praia passear!
Vamos ver a barca nova que do céu caiu no mar.
Nossa Senhora está dentro,
Os anjinhos a remar.
Rema, rema, remador, que este barco é do Senhor!
O barquinho já vai longe,
E os anjinhos a remar.
Rema, rema, remador, que este barco é do Senhor!
Rema, rema, remador, que este barco é do Senhor!
Você Gosta de Mim
Você gosta de mim, ó menina!
Eu também de você, ó menina!
Vou pedir a seu pai, ó menina,
Para casar com você, ó menina!
Se ele disser que sim, ó menina,
Tratarei dos papéis, ó menina!
Se ele disser que não, ó menina,
Morrerei de paixão!
Expressões Populares
Expressões populares são frases, ditos ou gírias enraizados na cultura, usados no cotidiano para comunicar ideias de forma rápida, divertida e figurada. Transmitidas geracionalmente, possuem significado diferente do literal, frequentemente refletindo sabedoria popular, costumes ou a história de um povo.
- Abaixar a guarda
- Acertar na mosca
- Acordar/Dormir com as galinhas
- Acordar com os pés de fora
- Acordar de ovo virado
- Andar na linha
- Arriar o óleo
- Assobiar e chupar cana
- Bater asas
- Bater as botas
- Beliscar azulejo
- Cagar/Mijar fora do caco
- Cair a ficha
- Cair no conto do vigário
- Chatear Camões
- Chegar a conversa à cozinha
- Chegar/Sair de mãos abanando
- Chorar pelo leite derramado
- Chorar pitangas
- Chutar o balde
- Colocar a carroça na frente dos bois
- Colocar azeitona na empada
- Colocar panos quentes
- Começar com o pé direito
- Comer com os olhos
- Comer o pão que o diabo amassou
- Comer pelas beiradas
- Comprar/Passar gato por lebre
- Conquistar pelo estômago
- Cozinhar em banho-maria
- Cuspir no chão
- Cuspir no prato que comeu
- Dar a mão à palmatória
- Dar (uma) banana
- Dar cavaco
- Dar com os burros n’água
- Dar nó em pingo d’água
- Dar o pulo do gato
- Dar uma de joão-sem-braço
- Desandar o negócio
- Descascar o abacaxi
- Dizer cobras e lagartos
- Embananar-se
- Encher linguiça
- Enfiar o pé na jaca
- Engolir sapos
- Engrossar o caldo
- Entornar o caldo
- Entrar pelo cano
- Enxugar gelo
- Estar com a cara de quem comeu e não gostou
- Estar com a corda no pescoço
- Estar com a faca e o queijo nas mãos
- Estar com água na boca
- Estar com dor de cotovelo
- Estar com o diabo no couro
- Estar com um pé atrás
- Estar como sardinha em lata
- Estar de rabo cheio
- Estar de trombas
- Falar abobrinha
- Falar pelos cotovelos
- Fazer tempestade num copo d’água
- Fazer uma vaquinha
- Fazer-se de ouvidos de mercardor
- Ficar a ver navios
- Ficar com a batata quente nas mãos
- Ficar chupando o dedo
- Frigir dos ovos
- Fumar maconha estragada
- Ir com muita sede ao pote
- Ir num pé e voltar no outro
- Ir tomar banho
- Juntar a fome com a vontade de comer
- Lamber botas
- Lavar a égua
- Levar chá de cadeira
- Levar um bolo
- Mandar tudo às favas
- Marcar touca
- Matar o tempo
- Meter a mão na massa
- Meter o bedelho
- Molhar o biscoito
- Morrer de rir
- Mudar da água para o vinho
- Murchar a orelha
- Pagar o pato
- Passar do ponto
- Passar/Trocar os pés pelas mãos
- Pegar com a boca na botija
- Pegar de calças curtas
- Pegar o pepino
- Pendurar a chuteira
- Pentear macacos
- Pintar o sete
- Pisar em ovos
- Pisar na bola
- Pisar no tomate
- Plantar batatas
- Pôr a barba de molho
- Pôr a mão no fogo
- Pôr sal na moleira
- Procurar pelo em ovo
- Puxar brasa para a sardinha
- Quebrar um galho
- Queimar a rosquinha
- Remar contra a maré/correnteza
- Roubar a cena
- Sair do armário
- Segurar vela
- Sentar no pudim
- Ser a casa-da-mãe-joana
- Ser a hora de a onça beber água
- Ser a ovelha negra
- Ser arroz de festa
- Ser batata
- Ser boi de piranha
- Ser carta fora do baralho
- Ser da cor de burro quando foge
- Ser de meia-tigela
- Ser do arco-da-velha
- Ser em caixa prego
- Ser farinha do mesmo saco
- Ser mala sem alça
- Ser mamão no açúcar
- Ser mel na chupeta
- Ser no cafundó dos judas
- Ser no quinto dos infernos
- Ser o bode expiatório
- Ser onde judas perdeu as botas
- Ser osso duro de roer
- Ser pão-duro
- Ser salvo pelo gongo
- Ser sopa no mel
- Ser testa de ferro
- Ser tiro certo
- Ser um amigo da onça
- Ser um gota-serena / bixiga-lixa
- Ser um pé rapado
- Ser um vira-casaca
- Ser uma mão na roda
- Ser uma pedra no sapato
- Soltar a franga
- Subir pelas paredes
- Tapar o sol com a peneira
- Ter maus bofes
- Ter memória de elefante
- Ter minhocas na cabeça
- Ter olhos maiores que a barriga
- Terminar em pizza
- Tirar água do joelho
- Tirar doce da boca de criança
- Tirar o cavalo/cavalinho da chuva
- Tomar chá de sumiço
- Trocar alhos por bugalhos
- Trocar Chico por Francisco
- Trocas as bolas
- Vender o peixe
- Viajar na maionese
- Virar angu
Parlendas
Parlendas são versos, anônimos, simples, divertidos, de fácil memorização, e que se reportam aos fatos cotidianos. Fazem parte da cultura oral popular e contribuem, de forma lúdica, para o desenvolvimento da comunicação, da socialização e do raciocínio lógico. Existem vários tipos de parlendas: de números, de letras, de tirar, de adivinhação, de arreliar, de terminar, de pular corda.
A casinha da vovó
cercadinha de cipó.
O café está demorando
com certeza não tem pó.
A galinha do vizinho
bota ovo amarelinho.
Bota um, bota dois, bota três,
bota quatro, bota cinco, bota seis,
bota sete, bota oito, bota nove,
bota dez!
A sempre-viva quando nasce
toma conta do jardim.
Eu também quero arranjar
quem tome conta de mim.
A vovó de Mariazinha
fez xixi na panelinha
e falou para todo mundo
que era caldo de galinha.
Bão, balalão,
Senhor Capitão!
Espada na cinta,
ginete na mão.
Em terra de mouro,
morreu seu irmão,
cozido e assado
no seu caldeirão.
Batatinha quando nasce,
Espalha rama pelo chão.
Menininha quando dorme,
Põe a mão no coração.
Boca de forno. Forno!
Tira o bolo. Bolo!
Se um mestre mandar?
Faremos todos!
E se não for? Bolo!
Cadê o toucinho que estava aqui? O gato comeu.
Cadê o gato? Foi pro mato.
Cadê o mato? O fogo queimou.
Cadê o fogo? A água apagou.
Cadê a água? O boi bebeu.
Cadê o boi? Foi carregar trigo.
Cadê o trigo? A galinha espalhou.
Cadê a galinha? Foi botar ovo.
Cadê o ovo? O frade comeu.
Cadê o frade? Tá no convento.
Chuva choveu,
goteira pingou.
Pergunte ao papudo
se o papo molhou.
Corre cutia, na casa da tia.
Corre cipó, na casa da avó.
Lencinho na mão, caiu no chão.
Moça bonita, do meu coração.
Um, dois, três!
Dedo mindinho,
Seu vizinho,
Pai de todos,
Fura bolo,
Mata piolho.
Enganei um bobo
Na casca do ovo!
Entrou pela perna do pato,
saiu pela perna do pinto.
O rei mandou dizer
que quem quiser
que conte cinco:
Um, dois, três, quatro, cinco.
Era uma bruxa,
à meia-noite,
em um castelo mal-assombrado,
com uma faca na mão
passando manteiga no pão.
Eu sou pequena
Da perna grossa.
Vestido curto,
Papai não gosta.
Eu sou pequenininha,
do tamanho de um botão.
Carrego papai no bolso
e mamãe no coração.
Fui à feira comprar uva,
encontrei uma coruja.
Eu pisei na cauda dela,
me chamou de cara suja.
Fui passar na pinguelinha,
chinelinho caiu do pé.
Os peixinhos reclamaram:
Que cheirinho de chulé!
Galinha choca,
comeu minhoca,
saiu pulando,
que nem pipoca.
Gato escondido,
Com rabo de fora,
Está mais escondido
Que rabo escondido
Com gato de fora.
Hoje é domingo, pede cachimbo.
Cachimbo é de barro, dá no jarro.
O jarro é fino, dá no sino.
O sino é de ouro, dá no touro.
O touro é valente, dá na gente.
A gente é fraco, cai no buraco.
O buraco é fundo, acabou-se o mundo!
João corta o pão,
Maria mexe o angu,
Teresa põe a mesa,
para a festa do Tatu.
Lá na rua vinte e quatro,
a mulher matou um sapo
com a sola do sapato.
O sapato estremeceu,
a mulher morreu,
o culpado não fui eu.
Meio-dia,
macaco assobia.
Panela no fogo
barriga vazia.
Meio-dia,
macaca Sofia
fazendo careta
pra Dona Maria.
O macaco foi à feira,
não sabia o que comprar.
Comprou uma cadeira
para comadre se sentar.
A comadre se sentou,
a cadeira esborrachou.
Coitada da comadre,
foi parar no corredor.
O papagaio come milho,
periquito leva a fama.
Cantam uns e choram outros
triste sina de quem ama.
Palma, palminha,
palminha de Guiné,
para quando papai vié.
Mamãe dá a papinha,
vovó bate cipó,
na bundinha do nenê.
Papagaio louro
do bico dourado
mande essa cartinha
para o meu namorado.
Se estiver dormindo,
bata na porta.
Se estiver acordado,
deixa recado.
Pedrinha rolou,
Pisquei pro mocinho,
Mocinho gostou.
Contei pra mamãe,
Mamãe nem ligou.
Contei pro papai,
Chinelo cantou.
Peru, peru, glu, glu,
Quem te deu este bico?
Foi a fada da da floresta.
Vou bicar a tua testa.
Por detrás daquele morro,
passa boi, passa boiada.
Também passa moreninha,
de cabelo cacheado.
Quem cochicha o rabo espicha,
Come pão com lagartixa.
Quem cochicha, o rabo espicha.
Quem escuta, o rabo encurta.
Quem reclama, o rabo inflama.
Quem comenta, o rabo aumenta.
Quem implica, o rabo estica.
Quem vai ao ar,
perde o lugar.
Quem vai ao vento,
perde o assento.
Quem vai à ribeira,
perde a cadeira.
Rei, capitão,
soldado, ladrão.
Moça bonita
do meu coração.
Salada, saladinha,
bem temperadinha,
com sal, pimenta.
Fogo, foguinho, fogão!
Santa Luzia
Passou por aqui
Com seu cavalinho
Comendo capim.
Santa Luzia
Que tinha três filhas:
Uma que fiava,
Uma que tecia,
Uma que tirava
O cisco que havia.
Serra, serra, serrador.
Quantas tábuas já serrou?
Um, dois, três, quatro.
Sol e chuva,
Casamento de viúva.
Chuva e Sol,
Casamento de espanhol.
Subi na roseira,
quebrou um galho.
Segura (nome da criança)
senão eu caio.
Suco gelado
cabelo arrepiado.
Qual é a letra
do seu namorado?
Tá com frio?
Toma banho no rio.
Tá com calor?
Toma banho de regador.
Tique-taque
carambola
esse dentro,
esse fora.
Tropeiro fala de burro,
vaqueiro fala de boi,
jovem fala de namorada,
velho fala que foi.
Um, dois, feijão com arroz.
Três, quatro, feijão no prato.
Cinco, seis, falar inglês.
Sete, oito, comer biscoitos.
Nove, dez, comer pastéis.
Uma pulga na balança
deu um pulo e foi à França.
Os cavalos a correr,
os meninos a brincar,
vamos ver quem vai pegar.
Uni, duni, tê,
Salamê, minguê,
Um sorvete colorê,
O escolhido foi você!
Provérbios e Ditados Populares
Provérbios e ditados populares são frases curtas, de autoria anônima e baseadas no senso comum, que transmitem sabedoria, conselhos práticos e lições morais. Transmitidos oralmente por gerações, fazem parte do folclore e da cultura, utilizando frequentemente metáforas e rimas para facilitar a memorização e comunicar mensagens de forma memorável.
- A voz do povo é a voz de Deus.
- Às vezes, o barato sai caro.
- Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
- Amigos, amigos, negócios à parte.
- Antes só do que mal acompanhado.
- Anzol sem isca peixe não belisca.
- As aparências enganam.
- Apressado come cru (e quente).
- Beleza não põe mesa.
- Bom é saber calar até o tempo de falar.
- Cada macaco no seu galho.
- Cada pardal com seu igual.
- Caiu na rede, é peixe.
- Cão que ladra não morde.
- Cavalo dado não se olha os dentes.
- Chorar a morte da bezerra.
- Cobra que não anda não engole sapo.
- Comer e coçar é só começar.
- Como se toca se dança.
- Conversando (é que) a gente se entende.
- Corro de burro quando foge.
- De grão em grão a galinha enche o papo.
- De médico e de louco, todo mundo tem um pouco.
- Deus ajuda quem cedo madruga.
- Deus escreve certo por linhas tortas.
- Deus tem mais para dar do que o Diabo para tirar.
- Devagar se vai ao longe.
- Dia de muito é véspera de pouco.
- Dia de pouco é véspera de muito.
- Dinheiro compra pão, mas não compra gratidão.
- Diz-me com quem andas e te direi quem és.
- É dando que se recebe.
- Em boca fechada não entra mosquito.
- Em casa de ferreiro, o espeto é de pau.
- Em terra de cego quem tem um olho é rei.
- Escreveu, não; o pau comeu.
- Faça o que eu falo/digo, mas não faça o que eu faço.
- Falar é prata, calar é ouro.
- Filho de peixe peixinho é.
- Gato escaldado tem medo de água fria.
- Há males que vêm para o bem.
- Homem é fogo, mulher é pólvora; vem o diabo e sopra.
- Hóspede e pescada no terceiro dia enfada.
- Jacaré que fica parado vira bolsa.
- Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão.
- Livros fechados não fazem letrados.
- Longe dos olhos, perto do coração.
- Melhor um pássaro na mão do que dois voando.
- Mentira tem perna curta.
- Não adianta chorar o leite derramado.
- Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe.
- O feitiço virou contra o feiticeiro.
- O hábito não faz o monge.
- O que não mata engorda.
- Onde há fumaça há fogo.
- Papagaio come milho, periquito leva fama.
- Para baixo/descer todo santo ajuda.
- Para um bom entendedor, meia palavra basta.
- Pimenta nos olhos dos outros é refresco.
- Pior cego é o que não quer ver.
- Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha.
- Quem ama o feio, bonito lhe parece.
- Quem avisa amigo é.
- Quem canta seus males espanta.
- Quem casa quer casa.
- Quem com ferro fere, com ferro será ferido.
- Quem fala o que quer ouve o que não quer.
- Quem não arrisca não petisca.
- Quem não chora não mama.
- Quem não tem cão, caça com gato. (=Quem não tem cão, caça como gato.)
- Quem pode, pode; quem não pode, se sacode.
- Quem ri por último ri (rirá) melhor.
- Quem se mistura com porcos, farelo come.
- Quem semeia vento, colhe tempestade.
- Quem tem boca vai à Roma. (=Quem tem boca vaia Roma)
- Quem tudo come num dia, no outro assobia.
- Quem tudo quer, tudo perde.
- Quem vê cara não vê coração.
- Rapadura é doce, mas não é mole.
- Saco vazio não não se põe em pé.
- Santo de casa não faz milagre.
- Seguro morreu de velho.
- Tempo é ouro.
- Todos os caminhos levam a Roma.
- Um dia é da caça, outro é do caçador.
- Um homem prevenido vale por dois.
- Uma andorinha sozinha não faz verão.
- Uma mão lava a outra.
- Uma mão lava a outra e as duas lavam a cara.
Termos Populares de Enfermidades
Termos populares de enfermidades são expressões, gírias ou nomes coloquiais utilizados pela população para descrever sintomas, doenças ou estados de mal-estar, sem o uso de terminologia técnica médica. Eles fazem parte da linguagem comum e, muitas vezes, são baseados na cultura local, crenças populares ou na descrição visual dos sintomas.
- água-nas-junta
- alguero
- alojo
- antojo
- barriga-d’água
- barriga-quebrada
- berruga
- bichera
- bicho-de-pé
- bico-de-papagaio
- boquera
- brevião-no-corpo
- bucho-quebrado
- bucho-inchado
- caduquice
- calo-seco
- calombo
- campainha-caída
- cansaço-no-coração
- carne-triada
- cavala-de-Cristo
- cobrero
- corpo-reimoso
- curuba
- disfuço
- doença-dos-nervo
- dor-de-viado
- dor-nas-cadeira
- dor-nas-costas
- dor-nas-junta
- dor-no-espinhaço
- dor-no-mucumbu
- dor-no-osso-do-mucumbu
- dor-no-pé-da-barriga
- dor-nos-grugumis
- dor-nos-quartos
- dor-que-responde-nas-perna
- durmença
- escurecimento-de-vista
- esmorecimento-no-corpo
- espinhela-caída
- esporão-de-galo
- estalicido
- farnezim
- fastiu
- friera
- gastura
- gogo
- gordura-no-figo
- impaciência
- impinge
- íngua
- intiriça
- juízo-fraco
- juízo-virado
- landra-inchada
- lundu
- mal-jeito-nos-espinhaço
- molera-mole
- mucuim
- mufumba
- murrinha
- nervo-torto
- nó-nas-tripa
- ombro-dismitido
- ouvido-tampado
- ovo-goro
- ovo-virado
- pano branco
- papera
- passamento
- pé-dismitido
- pé-inchado
- pereba
- pilora
- pinto-frouxo
- pisga-enfraquecida
- quarto-arriado
- quebranto
- queimor-no-estrombo
- remela
- resguardo-entupido
- solitária
- suvaqueira
- tosse-de-cachorro-brabo
- unha-encravada
- unha-fofa
- unhero
- vento-caído
- veia-quebrada
- vista-cansada
- xanha
Trava-línguas
Trava-línguas são frases difíceis de pronunciar. Fazem parte da cultura oral popular. São usados em atividades lúdicas e têm o objetivo de desenvolver a clareza e rapidez de articulação dos fonemas, mediante memorização e repetição.
- A abelha abelhuda abelhudou as abelhas.
- A aglomeração na gleba glacial glosava a inglesa glamorosa que glosava com o gladiador glutão.
- A aranha arranha a rã. A rã arranha a aranha. Nem a aranha arranha a rã. Nem a rã arranha a aranha.
- A babá boba bebeu o leite do bebê.
- A chave do chefe Chaves está no chaveiro.
- A faca afiada ficava no fundo do fogão.
- A flora do seu Floripes vende flores fabulosas.
- A hidra, a dríade e o dragão, ladrões do dromedário do Druida foram apedrejadas.
- A Iara agarra e amarra a rara arara de Araraquara.
- A mulher barbada tem barba boba babada e um barbado bobo todo babado!
- A naja egípcia gigante age e reage hoje, já.
- A pia perto do pinto, o pinto perto da pia. Quanto mais a pia pinga mais o pinto pia. A pia pinga, o pinto pia. Pinga a pia, pia o pinto. O pinto perto da pia, a pia perto do pinto.
- A rua de paralelepípedo é toda paralelepipedada.
- A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.
- A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões que se sucedem sucessivamente, sem suceder o sucesso.
- Ao longe ululam cães lugubremente à Lua.
- Atrás da pia tem um prato, um pinto e um gato. Pinga a pia, apara o prato. Pia o pinto e mia o gato.
- Atrás da porta torta tem uma porca morta.
- Bagre branco, branco bagre.
- Bote a bota no bote e tire o pote do bote.
- Brito britou de brilhantes, brincando de britador.
- Caixa de graxa grossa de graça.
- Casa suja, chão sujo. Chão sujo, casa suja.
- Catarina canta uma canção com Carina.
- Chega de cheiro de cera suja.
- Chupa cana chupador de cana na cama, chupa cana chuta cama cai no chão.
- Com fé, vou a pé à Sé.
- Concluímos que chegamos à conclusão que não concluímos nada. Por isso, conclui-se que a conclusão será concluída quando todas tiverem concluído que já é tempo de concluir uma conclusão.
- Dorme o gato, corre o rato e foge o pato.
- É muito socó para um socó só coçar!
- Em rápido rapto, um rápido rato raptou três ratos sem deixar rastros.
- Embaixo da pia tem um pinto que pia, quanto mais a pia pinga mais o pinto pia.
- Esta casa está ladrilhada, quem a desenladrilhará? O desenladrilhador. O desenladrilhador que a desenladrilhar, bom desenladrilhador será!
- Fala, arara loura. A arara loura falará.
- Farofa feita com muita farinha fofa faz uma fofoca feia.
- Fia, fio a fio, fino fio, frio a frio.
- Fui caçar socó, cacei socó só, soquei socó no saco socando com um soco só.
- Gato escondido com rabo de fora tá mais escondido que rabo escondido com gato de fora.
- Há quatro quadros três e três quadros quatro. Sendo que quatro destes quadros são quadrados, um dos quadros quatro e um dos quadros três. Os três quadros que não quadrados são dois dos quadros quatro e um dos quadros três.
- José junta jabuticabas na jarra.
- Lá vem o velho Félix com um fole velho nas costas. Tanto fede o velho Félix como o fole do velho Félix fede.
- Larga a tia, lagartixa. Lagartixa, larga a tia.
- Luiza lustrava o lustre listrado; o lustre lustrado luzia.
- Maria-mole é molenga. Se não é molenga, não é Maria-mole. É coisa malemolente, nem mala, nem mola, nem Maria, nem mole.
- Não confunda ornitorrinco com otorrinolaringologista, porque ornitorrinco é ornitorrinco e otorrinolaringologista é otorrinolaringologista.
- Não sei se é fato ou se é fita. Não sei se é fita ou fato. O fato é que você me fita e fita mesmo de fato.
- Num ninho de mafagafos há sete mafagafinhos. Quando a mafagafa gafa, gafam os sete mafagafinhos.
- O bispo de Constantinopla, é um bom desconstantinopolitanizador. Quem o desconstantinopolitanizar, um bom desconstantinopolitanizador será.
- O bode bravo berra e baba na barba.
- O Borges relojoeiro ruminara roendo raspas de raiz de romãzeira.
- O brinco da Bruna brilha.
- O caju do Juca e a jaca do Cajá. O jacá da Juju e o caju do Cacá.
- O doce perguntou pro doce qual é o doce mais doce que o doce de batata-doce. O doce respondeu pro doce que o doce mais doce que o doce de batata-doce é o doce de doce de batata-doce.
- O frasco francês está fresco e frio.
- O gato fugiu pro mato e pegou carrapato no ato.
- O original não se desoriginaliza! O original não se desoriginaliza! O original não se desoriginaliza! Se desoriginalizásemo-lo original não seria!
- O padre pouca capa tem, porque pouca capa compra.
- O peito do pé de Pedro é preto. Quem disser que o peito do pé de Pedro é preto, tem o peito do pé mais preto do que o peito do pé de Pedro.
- O princípio principal do príncipe principiava principalmente no princípio principesco da princesa.
- O que é que Cacá quer? Cacá quer caqui. Qual caqui que Cacá quer? Cacá quer qualquer caqui.
- O rato roeu a roupa do rei de Roma.
- O rato roeu a rica roupa do rei de Roma! A rainha raivosa rasgou o resto e depois resolveu remendar!
- O rato roeu a rolha da garrafa de rum do rei da Rússia.
- O sabiá não sabia que o sábio sabia que o sabiá não sabia assobiar.
- O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem, o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem o tempo que o tempo tem.
- Olha o sapo dentro do saco. O saco com o sapo dentro. O sapo batendo-papo e o papo soltando o vento.
- Os naturistas são naturalmente naturais por natureza.
- Pardal pardo, por que sempre palras? Palro sempre e palrarei, porque sou pardal pardo. O palrador d’el-rei.
- Paulo Pereira Pinto Peixoto, pobre pintor português, pinta perfeitamente, portas, paredes e pias, por parco preço, patrão.
- Pedro pregou um prego na porta preta.
- Perto daquele ripado está palrando um pardal pardo.
- Pilha de palha e telha velha. Palha na pilha e velha telha. Pilha de telha e palha velha.
- Quando Luzia lustra o lustre listrado, o lustre listrado luze.
- Quem a paca cara compra, paca cara pagará.
- Quem era Hera? Hera era a mulher de Zeus.
- Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente se somos sabedores.
- Se a liga me ligasse, eu também ligava a liga. Mas a liga não me liga, eu também não ligo a liga.
- Se cada um vai a casa de cada um é porque cada um quer que cada um vá lá. Porque se cada um não fosse a casa de cada um é porque cada um não queria que cada um fosse lá.
- Se o bispo de Constantinopla a quisesse desconstantinoplatanilizar, não haveria desconstantinoplatanilizador que a desconstantinoplatanilizaria desconstantinoplatanilizadoramente.
- Se o Faria batesse ao Faria o que faria o Faria ao Faria?
- Se o papa papasse papa, se o papa papasse pão, se o papa tudo papasse, seria um papa papão.
- Se vaivém fosse e viesse, vaivém ia, mas como vaivém vai e não vem, vaivém não vai.
- Tecelão tece o tecido em sete sedas de Sião. Tem sido a seda tecida na sorte do tecelão.
- Tem uma tatu-peba, com sete tatu-pebinha. Quem destatupebar ela, bom destatupebador será.
- Teto sujo, chão sujo.
- Tinha tanta tia tantã. Tinha tanta anta antiga. Tinha tanta anta que era tia. Tinha tanta tia que era anta.
- Toco preto, porco fresco, corpo crespo.
- Trazei três pratos de trigo para três tigres tristes comerem.
- Um limão, mil limões, um milhão de limões.
- Um ninho de carrapatos, cheio de carrapatinhos, qual o bom carrapateador, que o descarrapateará?
- Um tigre, dois tigres, três tigres.
- Uma aranha dentro da jarra. Nem a jarra arranha a aranha nem a aranha arranha a jarra.
- Uma trinca de trancas trancou Tancredo.
